E entre
a maré
vazia
e a lua
cheia
eu descobri
que dava pé
na areia
da minha
poesia!
E entre
a maré
cheia
e a lua
minguante
eu entendi
que distante
é o que
não pulsa
na veia
como
nostalgia...
Cansei
de contar
as ondas
e de chamá-las
pelos nomes...
Meus olhos
têm fome,
meu coração
tem sede,
minhas mãos
são esta rede
que tenho
pra te embalar....
Pode deitar
no meu peito
e ouvir a canção
de um tempo
de estio!
Ainda é verão
no coração
que arde...
Quem sabe
um olhar
de fim de tarde
fale da
ilusão cadente
e permita
algum pedido
incandescente,
mesmo
sem nenhum
sentido
transparente...
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