terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Setecentos



Sete centos de papos
abstratos rabiscos
do caderno aos guardanapos
o improviso dos riscos

Sete centos de rimas
fonética procura
palavras gêmeas ou primas
articulada costura

Sete centos de versos
inverso tom subjetivo
ao artesão do universo
um poema superlativo

Setecentos registros
da imperfeição da matéria
na artéria corre sangue misto
e, num segundo, a risada ficou séria!

Homeopaticamente



As últimas gotas do ano
se vão no funil do tempo
ainda faltam dois dias
pra virada...

Novos planos,
acertos, sucessos,
pecados, enganos,
até que chegue o dia
do fim da caminhada...

Ainda vejo pela janela
as últimas gotas do ano
novas folhas em branco
aguardam sua escrita...

Antigos hermanos,
amigos, dispersos,
ligados, insanos,
sentados num bar
à espera de um papo inverso...

As últimas gotas de 2010
estão caindo na Terra,
aos seus pés,
entre a paz do Natal
e a guerra do dia a dia,
quem sabe fazê-las sementes
de um novo ano
de alegrias...

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

E la nave va...




O tempo
é uma nave ligeira
que te faz passageira
depois vai te levando...

O tempo
mesmo que você não queira
chama pra brincadeira
e vai te enrolando...

E enquanto
os momentos passam
os ponteiros correm
amigos se abraçam
e pessoas morrem...

O tempo
cicatriza saudades
embalsama feridas
reinventa verdades
enquanto dança com a vida...

Silenciosamente




Tudo cala
é só silêncio
na sala
e a solidão
é uma vala
entre pessoas
que se amam...

Quantas malas
Não há revolver
nem balas
somente o eco
das falas
entre pessoas
que se amam...

E o resto
é um tipo
de manifesto,
um ritual
sem gestos
e holofotes
apenas sinais
entre duas hostes,
que ninguém mais
pode perceber...

Ao Pen, com carinho...



Rufem os tambores, rolem os dados, aliás,
separem um Dado e vamos delebrar a vida!
Dudu, Dado, Eduardinho, Pen, Eduardo...
Primo, irmão, amigo, companheiro de fé e caminhada!
Traço do artista na mão do arquiteto...
Deixando pistas, sugerindo um trajeto...
Coração com imensidão de oceano,
exagerado em se doar...
Como não aprender com seu afeto especial
pelos mais velhos?
Como não querer imitar sua disposição
em servir?
Como não sorrir em sua companhia?
Abençoado pela presença de Cris,
faz todo mundo feliz,
criando seus dois apóstolos da alegria,
Lucas e Mateus,
no iluminado caminho de Deus!
Braço de arquiteto com mãos de artista,
Dado é um, é dois e três
e se preciso for,
num sorriso se faz quatro, cinco e seis...
Grande Pen!
Nas andanças da vida, um grande privilégio
dançar um pouco com você!
Que Deus lhe faça sempre mais generoso!
E que a Vida possa te recompensar
por cada um a quem você estendeu sua mão,
seus olhos e seu coração!
Parabéns primigo!

domingo, 26 de dezembro de 2010

Dia de Dezembro



Parece uma prece
este dia de Dezembro
que o mundo espera
ano após ano
pra celebrar uma paz
que ele tanto deseja
e não consegue alcançar...

Merece uma prece
este dia de Dezembro
que o mundo celebra
década após década
à espera de uma paz
que ele tanto deseja
e não consegue realizar...

É Natal de novo
a humanidade respira
toma fôlego e se inspira
pra de novo transpirar
pela paz
O ser humano quer bem mais
que as cidades entulhadas
de estresse e agonia
O ser humano quer vestir
a fantasia do amor
e invadir as praças
voltar a ser criança
e entrar na dança
dando raça
pelo sonho que restou...

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natais

Luz
em forma
de gente
luz permanente
no sonho do amor

Um bebê
frágil embalagem
no frio da estalagem
nos traz seu calor

E o sim de Maria
vira sim de José
e é assim, neste dia,
que o mundo celebra a fé

Uma luz
de braços abertos
faz a paz ser possível
no meio de nós

É Jesus
vencendo os desertos
com Amor de poder incrível
no meio de nós 

Dois patinhos na lagoa


Vinte e dois

Aposte, vai rolar saudade
Muita coisa vem depois

Todo tempo
Parecerá pouco
Todo mundo
Parecerá louco
Todo resto
permanecerá resto

O carro adiante dos bois
Vai trazer saudade
Destes vinte e dois

Afinal, quem sois?

Toda forma
Perecerá rápido
Todo sonho
Amanhecerá ríspido

Vinte e dois
Pode apostar
que vai rolar saudade

E o resto a gente vê depois!

estresse de cidade

Agressiva cidade
O grito é a língua oficial
Cada própria verdade
É um infinito poço natural

E os erros se repetem
são iguais às modas fúteis
segredos que competem
são rivais e tão inúteis

Agressiva postura
Selvagem ditadura parcial
Toda dor tem sua cura
Até a sacanagem habitual

E ofensas se misturam
como moscas sobre o lixo
tão densas que perduram
no altar do próprio nicho...

Curto circuito

O tempo que resta é curto
e é turvo o caminho que gesta
A fresta no olhar triste é rara
mas sara a cegueira que testa

Guarde a miragem do passo,
a imagem do abraço,
a paisagem e o amasso
do mais longo beijo...

A dor é uma grande bobagem,
é um laço, uma aragem,
no traço a bagagem
do próprio desejo...

O tempo que presta é fortuito,
um curto-circuito que se manifesta...
A festa no olhar de um cachorro,
um doce tesouro se empresta...

domingo, 19 de dezembro de 2010

Créditos...

Era uma quinta qualquer...
Poderia ser outro dia.
Não precisava ser aquele mês, muito menos aquele ano...
Mas era uma quinta-feira bonita...
Que, por alguns momentos, pareceu infinita...
Tomar o céu, no improviso do vôo, cortar a floresta, o Caribe, redescobrir a América...
Um dia dois diferente...
Pintado de gente que a gente gosta de estar...
Num dia de semana qualquer...
Encontro marcado com a alegria...
Planejado com antecedência...
Feliz...
Era uma quinta qualquer, mas poderia ser qualquer dia...
Não importou o período, a trajetória das horas...
Bastou a significativa evolução dos fatos...
Revolução dos atos...
Um sabor de nuvem rondando no azul...
E uma viagem começando...
É, era uma quinta feira qualquer....
Mas, decididamente, não era qualquer quinta feira...
Era uma data esperada...
Sonhada, ainda na adolescência de nossas famílias...
Foi uma quinta inesquecível!
Seguida de outros incríveis dias e fins de semana...
Em número de oito, vivemos 15 dias sensacionais!
Muito bom conviver com gente tão especial njeste tempo...
Sexta feira voltamos....
Também não foi uma sexta qualquer...
Nas malas, bagagens novas e antigas amizades, renovadas...
Riscando o céu e a madrugada, estamos de volta...
Viagem abençoada...
Braços generosos, bem familiares, nos aguardando no saguão...
Entre Helgas, fantasias, pés de galinhas na praia, foto da discórdia,
cansaço, frio, compras, comidas, diversão e sorrisos,
uma certeza comum...
Não foram dias comuns...
Não foram datas quaisquer...
Da quinta de ida à sexta de volta, quinze dias pareceram um ano...
Um ano bom...
De viver, de lembrar, de celebrar!
Somos todos blues! Men, women, teens...
Na estrada da vida, estas pegadas marcaram...
E antigas caminhadas se encontraram com futuras jornadas...
Uma irmandade...
Guardada, como sempre, num lugar qualquer do coração...
Até porque o coração nunca será um lugar qualquer...
Obrigado aos sete companheiros de sonho...
Foi muito bom estar com voces!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Regresso

De volta à terra
novas órbitas no olhar
delicadeza e atenção
são possíveis
basta apenas
que sejamos fortes
e aprendamos
o que há de bom
no hemisfério norte....

De volta à terra
deliciosa sensação de regresso
nem todo progresso
é presumível
basta apenas entender
que somos simples mortais
satélites de algo maior
chamado paz...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Sai a prosa volta a poesia

Verticalizando o espaço
num traço a direção do vôo
Do submundo à terra mãe
já conhecia a raiz...
Agora conheço também
seu filho mais aplicado

Do sul das Américas
ao seu norte
conhecer o estado forte
enfrentando a crise
Esforçando-se para exercer
a humildade de também
estar a serviço,
mais que isso,
precisar servir um pouco...

Temos todos um louco
adormecido dentro de nós,
aguadando um grito rouco
para despertar
do sono sem sentido...

A poesia, um pouco mais concreta,
está de volta, solta...
Depois de tantos dedos de prosa,
inverso volta a ser o papo,
ainda que vestido de trapos,
mendigando inspiração
no céu cor de rosa
guardado desde o fim
da tarde...

O sonho ainda arde...
Luz, som, amizade,
paisagem da janela lateral
do hotel que até amanhã
será lar...

Em algum lugar do mundo
o sol volta a brilhar
enquanto tudo aqui
é madrugada...

Eu só espero,
e quero,
muito,
que novas asas
cresçam vigorosas
e façam valer a pena
a fantasia das nuvens
daquele céu cor de rosa...

Diário de bordo decimo quarto dia Miami

Depois de uma boa noite de sono e de um café da manhã não tão bom assim,
tivemos um excelente dia em Miami.
Conseguimos finalmente zerar as encomendas e compras, com a aquisição
do estetoscopio de Adriana e da Máquina de Corte de Andréa.
Mais umas comprinhas aqui e ali, almoçamos muito bem no Buba Gump,
restaurante temático muio legal dedicado ao filme Forrest Gump,
situado num Shopping chamado Bay Side Market Place.
O lugar, a comida, o atendimento, todos muito bons...
Depois fomos conhecer Miami Beach, onde pisamos na praia,
filmamos as gaivotas e o por do sol e rumamos para uma Chocolateria italiana
chamada Ghirardelli, que nos foi sugerida por Zé carnaval, nosso especialíssimo "guia aí de Salvador".
Lá nos deliciamos com o ambiente, com um delicioso Sundae especialidade da casa e com os chocolates.
Depois demos uma volta pelos quarteirões, olhamos vitrines, pessoas, costumes, etc...
O clima maravilhoso, bem mais próximo do nosso. O frio de orlando icou pra trás....
Voltamos para o hotel cedo, para arrumarmos as coisas.
Amanhã começa nossa viagem de volta...
As mulheres ainda querem dar uma "passadinha" no Dolphin Mall,
para a revisão final das compras...
São 3 da madrugada, o sono está batendo, tudo já está pronto aqui.
Hora de dormir um pouco...
Não sei se falei da vista do nosso hotel, muito bonita!
Antes de deitar, vale registrar e agradecer todas as dicas que recebemos da família
e, em especial, de George, Sapato e Zé. Irretocáveis!
Zé, a "sua Turismar" até agora foi perfeita.
Obrigado por ter ajudado na magia desta viagem!
Amanhã é o último dia por aqui...
Valeu muito a viagem...
Estamos torcendo por uma viagem tranquila
e uma chegada em paz a Salvador.
Agora só devo postar do Brasil.
Desculpem mais uma vez a correria, o sono, a falta de revisão nos textos.
A gente realmente só chegava no bagaço...
Quando as coisas voltarem ao ritmo normal, espero reorganizar as idéias, rever os diários de bordo e
acrescentar as muitas coisas que esqueci de colocar aqui...
Foi uma tentativa de deixar voces a par do nosso intenso dia-a-dia aqui nos States...
Grande beijo!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Diario de bordo 13 dia: Adeus a Orlando... Viagem para Miami, via Tampa, St. Petersburg e Dali...




Um ciclo se fechou...
Deixamos para trás o hotel Lake Eve, nossa vidinha de parques e compras,
nossa convivência num mesmo apartamento...
Dias inesquecíveis de muito riso, muita diversão, muita amizade...
Muito bom ver nossos filhos tão amigos quanto nós...
Muito legal conviver com a segunda geração de gente que a gente viu nascer e acontecer como família...
Mas o ciclo da vida é imperdoável e tudo tem um fim...
Esta etapa se foi...
vale comentar um eísódio ocorrido na fila de um dos parques. Victor, com a camisa do nosso tricolor, foi interpelado po uma americana de seus 12 anos, que queria saber onde poderia comprar aquela camisa tão bonita... É, Bahia de primeira divisão, sucesso no primeiro mundo...Se bem que Serrano anda fazendo tanto sucesso com as americanas que não sei se o interesse era só pela camisa....
Bom, fechando também este parentese, com muito sacrifício para organizar e fechar bagagens e o carro saímos meio dia do hotel em direção a Miami por um caminho alternativo, mais longo, mas muito mais bonito e surpreendente. Dica de George, nosso amigo de sempre...
Por causa da falta de tempo e do cansaço, não foi desta vez que conhecemos Clearwater e Sarasota, mas estivemos no museu de Dali, nos encantamos com as paisagens e estradas do percurso, comemos no Checkers(fantástico) e, finalmente chegamos a Miami.
Alguns ressaqueados na véspera, outros hoje pela noite mal dormida e pela longa viagem...
Aqui já são quase tres a madruga e todos dormem...
O hotel é bem diferente do outro, mais luxuoso, bem Hilton mesmo. Os quartos são separados, quatro em cada. Eu, Dôra, Peu e Let em um, Victor, nanda, Lucas e Gabi no outro...
O clima da cidade também é bem diferente...
Estresse de cidade grande, gente nervosa, transito louco, a fantasia caiu na real...
Amanhã, quem sabe, Miami consegue modificar a primeira impressão que tivemos "in loco"...
Vou descansar agora...
Amanhã o dia promete...
Fiquem com Deus...
Grande abraço e até a próxima...

Diario de bordo 12 dia o retorno à Magic Kingdom

Minha mãe sempre me ensinou a tentar sair pela mesma porta que entrei.
Não por acaso meus companheiros de jornada gozaram do mesmo tipo de educação
e fizeram uma programação muito legal, finalizando nossa estadia em Orlando com uma visita
ao "parque do castelo" de Disney, Mickey, Minie, seus amigos, suas princesas, seus personagens...
Repetimos alguns brinquedos, entre eles o philarmonic e o space montain, além de conhecermos outros, com destaque para a ilha de Tom Sowyer com uma mina toda torta e Peter pan, um vôo muito legal com os personagens da terra do nunca.
Muito frio na saída e a saudade dos parques e do reino da fantasia de Walt...
Muitas fotos pra recordar e a alegria deuma missão cumprida...
Emoção pura...
Lembranças e flashes que jamais se apagarão...
Moments que se interligam e acabam por lincar todos os parques, dando continuidade à mensagem e ao sonho de seu criador: um mundo tão grande em seus valores e ideais que caiba no coração e nos sonhos de uma criança... Um mundo tão pequeno e acolhedor que transforme o nosso planeta numa grande família...
Mágico...
Emoção grande...
Lembranças que se somam: Fantasmic, twister, Xícara, Desaster, Splash Montain, Parada elétrica, Poseidon,  Howgarts, Sea World, Bush Gardens, Blue Man, Animal Kingdom, só pra citar algumas experiencias marcantes...
Mãe, teria sido ainda mais especial com voce aqui...
Elias, toma coragem e vem...
Com carrinho elétrico é baba...
Vic e Lú, Paulo, Cris, Teresa...
Me lembrei muito de voces, valeu cada dica...
Em especial no dia dos golfinhos e em Bush Gardens, com os personagens da Vila Sésamo...
Magrinho....Magrinho...Lá estava o "come-come"do "biscoito"...
Lá estavam também Garibaldo, Ênio, Beto e Caco o sapo...
Minha infancia veio toda na cabeça e com ela meus primos, meus amigos,
meus sonhos de ser isto ou aquilo quando crescesse...
Na última noite fomos às últimas compras e encomendas e terminamos o dia no Friday's
Muito bom!!!!
Na próxima conto como foi a viagem para Miami....
Grande beijo e saudade de todos
Fui

Diario de bordo decimo primeiro dia universal o retorno

O retorno à universal, aos dois parques foi corrido, mas bem divertido
O pessoal aproveitou bem os radicais e Victor até filmou Harry Potter todo.
Dôra foi no Twister e adorou. O pessoal repetiu algumas vezes a Hulk, nós fomos na Múmia,
onde quase perco o boné de Sea World, enfim, uma zorra total!
Fim de tarde e noite, emendamos, Target, Premium e Wallgreens.
Um bagaço!
Acho que vou falir...
Enfim, quem está na chuva é pra se molhar!
A viagem continua muito legal e este tempo distante só nos faz valorizar
a família e as coisas boas aí do Brasil.
O tempo é curto, o dia longo, a noite mínima e o sono me domina...
Até a próxima.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Diario de Bordo decimo dia Bush Gardens


Dando prosseguimento a Fantasmic, além de muito bonito, muito emocionante!
Ainda mais na companhia de Serrano, Dôra e Nanda e, claro, Let...
Vieram à cabeça as nossas paraliturgias "Caminhadicas", os efeitos especiais que produzimos com os nossos parquíssimos recursos, o Cristo de Starfix, enfim, a contribuição de todos para o sucesso de nossas produções...
Algo que me surpreendeu por aqui. Os teams, sejam eles num restaurante, sejam eles num parque, sejam eles no Fantasmic têm um compromisso de grupo muito difícil de ver no Brasil, um conceito coletivo, no qual a responsailidade de cada um ultrapassa o simplesmente fazer bem feito, vai muito além, vai no superar-se quando o outro encontra dificuldade.
A oportunidade de trabalho para a terceira idade e para defiientes também chama a atenção, unida à exposição franca dos dficientes em todos os lugares. Não há vergonha das famílais, ninguém se entoca!
Enfim, aprendizados com a cultura Yankee.
Sobre Bush Gardens, um lugar muito bonito de se ver e se curtir.
Chegamos em baixo de chuva, muito frio, mas encaramos o parque e, depois de uma apesentação e um lanche rápido o sol foi abrindo.
Peu curtiu todas as montanhas russas em funcionamento, em especial a Sheikra, onde foi 6 vezes, todas elas na frente. Parecia um menino de 10 anos... Todo mundo se contagiou com o entusiasmo dele. Mais ainda pela tal da Sheikra ter levado junto com ela qualquer sintoma de gripe...
Os animais do parque e os ambientes muito lindos.
Em especial o Tigre Branco, o gigantesco crocodilo de 6,5 metros e 700 kg e o hipopotamo vistos cara a cara debaixo dagua através de um vidro de observação subaqático. E o que dizer de ficar frente a frente com um rinoceronte e um elefante, dentro do carro, sem nenhuma outra proteção? Ou dar comida aos cangurus?
Simplesmente fantástico.
Terminamos o dia com um delicioso jantar em Downtown Disney, no Planet Hollywood, muito bem servidos por Alla, uma americana muito gentil e sorridente que cativou a simpatia de todos, principalmente de Dôra.
Um belo dia!
Bush Gardens valeu muito!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Diário de bordo nono dia - Pense em um parque cheio...

Hollywood Studios é fantástico!
E olha que pegamos um dia de parque lotado.
Mal comparando, de tanta gente nas ruas do parque parecia até o Pelournho em dia de benção...
Mas os brinquedos que conseguimos ir foram muito bons.
Destaque para Casa do Terror e seu elevador maluco que nos fez levantar vôo dos bancos...
As apresentações da pequena sereia e da bela e a fera também foram muito boas.
O terremoto também muito bem feito..
O dia correu tranquilo, embora todos estivéssemos preocupados com Peu, que amanheceu mal,
com dores no corpo e se queixando de ter tido sensação de febre durante a noite.
Mas o final do dia nos aguardava com algo realmente mágico: Fantasmic!
Uma recriação do fantasia 2000 do Mickey, misturando realidade e fantasia de maneira incrivelmente perfeita. Simplesmente sensacional...
A projeção feita sobre as cortinas de água e os efeitos especiais deixaram todos boquiabertos!
Vou pedir licença a Shoes para publicar aqui um pensamento dele, adaptado para o Fantasmic:
"Todo mundo deveria ter a oportunidade de ver, pelo menos uma vez na vida, este espetáculo!"
 De noite ficamos eu, Peu e os meninos em casa, enquanto Victor , Dôra e Nanda iam às compras...
Terminamos o dia com Pizza da Seven Eleven.
Hoje é dia de Bush Gardens. Estamos de saída, com pressa pra variar e amanhã eu conto mais.
Beijos a todos
Fui!

Diário de bordo oitavo dia - Animal Kingdom


Muito bom!
A beleza natural do parque, a ambientação de cada habitat, os animais, a mensagem ecológica, a árvore central, fruto do trabalho e do talento do homem, enfim, tudo cuidadosamente planejado para nos fazer pensar sobre a falta de cuidado do homem com seu planeta...
Entre brinquedos, safaris, personagens, um dia muito gostoso, finalizado com um jantar muito legal num restaurante temático do próprio parque, no qual réplicas robotizadas de animais selvagens interagiam conosco, toda vez que "chovia" dentro do restaurante.
A bola da vez da gozação dos meninos hoje foi Fernanda. Na entrada do estacionamento do parque ela estava distraída e Victor, vendo se aproximar a cabine de entrada, disparou:
- Dinheiro, dinheiro, dinheiro...
Nanda tomou aquele susto e reagiu:
- Ai que susto,  Victor...
Pronto...
"Mrs Helga", "perdon, "tem que levar" e "para Márcio" deram um tempo e o resto do dia Gabi e Let, super ensaiadas e sincronizadas repetiam às gargalhadas:
- Ai que susto, Victor...
Outro dia pra guardar na memória e no coração...
Ah, já ia me esquecendo...
Em Epcot teve um episódio hilário que esqueci de contar...
Depois de tirarmos fotos e fotos com personagens da Disney, encontramos os nossos "tico e teco", esquilos engraçados que sempre azucrinavam o Pato Donald. Lógico que tiramos fotos com eles tambem.
Quando já havíamos nos afastado um pouco, entrando numa outra área do parque, eis que, do nada, uma senhora americana, de seus setenta anos, um tanto quanto avantajada na sua adiposidade, sai correndo, passando por mim e por Peu, gritando feito uma louca:
- Oh my God, Cheap and Dale, Cheap and Dale...
Mais uma frase que vai marcar a viagem...
Tudo o que encontramos agora e nos causa uma surpresa agradável, imediatamente faz alguém gritar:
- Oh my God...
E aí, haja gargalhada...

sábado, 11 de dezembro de 2010

Diário de bordo setimo dia - epcot center e niver de victor

Grande dia!
Aniversário de Victor, parabéns no café da manhã, um padrão de agasalho completo e oficial do nosso tricolor trazido de Salvador e partimos para uma verdadeira volta ao mundo em um dia.
O Parque é lindo, a mensagem ecológica, humanitária e fraterna é muito show.
Iniciamos com a Terra, em um passeio muito esclarecedor sobre biodiversidade e agricultura no mundo.
Depois fizemos um passeio fantástico de asa delta no Soarin, mergulhamos nos oceanos(a parte dos mares é genial) depois viajamos no espaço com Michael Jackson(brinquedo em homenagem a ele, que substituiu o "querida encolhi as crianças") . Passamos a uma viagem pelos sentidos, depois por um testtrack muito real com simulação de freios, derrapagens e velocidade de 450 km por hora.
Sobre os países, dizer o que? Só não dá pra classificar como perfeito pela falta de alguns países, como Espanha, Portugal, Argentina, Rússia, Grécia e, é claro, o nosso Brasil.
Mas o parque é muito bonito mesmo e cada país tem uma atração legal. Destaques para México e Dinamarca, que tem uns brinquedos bem legais.
O passeio pela bola, todo modernizado, com direito a Bill Gates na garagem e tudo é tão bom que a gente foi duas vezes.
O show final, Ilumination é de babar!
Um espetáculo interminável de luzes, sons e cores.
O Small World de Disney feito de forma mais real, viva, intensa!
Daniel Boone entrou no grupo...
A todo momento o aniversariante era homenageado...
Um dia inesquecível...
Bom, estão me chamando para sairmos para Holliwood Studios
Até a próxima.
Bjs

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Diario de Bordo 6 dia Island of Adventure


Um passeio com os velhos heróis.

Velhos mesmos, porque o que tinha de enchimento pra fazer o papel dos músculos não estava no Gibi...

Fiquei feliz em ver o grande Fantasma no meio deles...

“O coração do aventureiro desafia o frio mais intenso ao ver o Espírito que Anda”

Bom, o dia foi massa, cheio de desafios e brincadeiras. Com destaque para Harry Potter (simulador e montanha russa), a montanha russa do Hulk, Jurassic Park e Popeye (nos quais literalmente nos encharcamos, mesmo com capas) e o secador de gente, invenção genial que abrigou sete dos oito aventureiros soteropolitanos, secando-nos mais rápido e mais eficientemente que qualquer sol ou vento nas condições locais de temperatura e pressão.

Peu encarou ainda o Doctor Doom’s, uma espécie de elevador chacoalhante que lhe deu uns bons sustos...

Dôra, ainda mareada pelo trauma da expedição Rock It, preferiu segurar a onda e só foi nos brinquedos mais leves.

Na hora de sair, muito frio mais uma vez!

Depois, shopping e compras...

Quase todas as encomendas ok, graças a Deus.

Mrs Helga continua nos acompanhando...

Agora tem uma amiga e companheira, a Sra. Mercedes Insosa, nossa camareira que não fala uma palavra em inglês, nem meia em português, talvez uma meia dúzia em espanhol, mas finalmente entendeu que somos oito no apart e que precisamos de 8 toalhas sempre.

Foi preciso colocar um bilhetinho pra ela entender.

Seguem as fotos do Islando.

Até a próxima!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Diario de bordo 5 dia compras

Muitas vezes uma imagem diz mais que mil palavras...
Dia de Shopping, dia de compras, dia de muita doideira...
Enfim, todo mundo doido e, no final do dia, morto...
Muito frio, muita confusão, brasileiro às pampas fazendo
uma zona na Gap, olhe menino, nem lhe conto.
Bom, o tempo ta curto e hoje vão mais imagens que
texto, para a elegria de muitos.
D. Helga continua nos guiando muito bem
pelos caminhos de Orlando...
Vamos em frente...
Bjs

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Diário de bordo – Quarto dia – Sea World – “Perdon Mrs. Helga”

Começamos o dia com um café da manhã com direito a ovo e tudo preparado aqui mesmo no “nosso” apart em Orlando, em um fogão elétrico muito chique!

Começamos a criar uma certa intimidade com nossa companheira de viagem, nossa guia do GPS, dona de uma voz simpática e acolhedora.

Na saída do hotel, muuuuuuuito frio. Depois nos dirigimos para SeaWorld, onde chegamos rapidamente e, mais rapidamente ainda, entramos na primeira loja que vimos para comprar luvas. Pense num frio, multiplique por 8, adicione umas pedrinhas de gelo e depois diminua a temperatura para baixo de zero. É isso: pra curtir um picolé bastava lamber a mão.

Mas se por fora estava frio, por dentro o sangue fervia, aquecido pela emoção de corações cheios de lembranças e sonhos realizados...

Como Let já havia batizado, foi o dia dela! Começar o dia tocando e alimentando os golfinhos e arraias e terminar com uma partida de NBA é realmente a cara dela...

Bom, pra mim, especialmente, que tinha com meu pai o mesmo laço de admiração pela natureza e, mais particularmente, pelos golfinhos que sinto que Let tem comigo, vê-la realizando o sonho de vê-los, tocá-los e alimentá-los foi pura emoção. Olhos cheios d’água, pensei até que iam escorrer umas pedrinhas de gelo pelo rosto, devido ao frio...Lembrei muito do velho João Augusto...

O resto do dia continuou sendo mágico. Focas, leões marinhos, pingüins, lêmures, orcas, tubarões, ursos, belugas e morsas, em aquários gigantes e muito bem cuidados. Entre shows, brinquedos e apresentações, uma certeza: é muito lindo, bem possível e cada vez mais necessário uma relação saudável e harmônica entre seres humanos e natureza.

Tudo muito legal, como diria Let muito “perfect”, mas o que Mrs. Helga tem a ver com tudo isso? E qual o motivo do pedido de perdão em “francenhol”?

Dôra explica: embasbacada pela emoção, ao entrar em um dos aquários e ver a decoração do teto imitando guelras, ela trocou o nome e soltou, toda orgulhosa: “olhem o teto, é todo feito de helgas”. O resto do dia, vocês já podem imaginar, esta pessoa que vos escreve resolveu usar para tirar sarro...

O “perdon”, obra da mesma criatura abençoada por Deus com este marido carinhoso e feliz,

surgiu de um encontrão com uma desavisada turista americana em um dos aquários subaquáticos. Após o trombaço, ao invés do “sorry” recomendado, usando de suas

influências ibéricas, misturando com a ascendência do sobrenome francês, Dôra misturou

o “per” espânico com um charmoso “don” parisiense e largou um “perdon” que ninguém entendeu, inclusive a própria esbarrada...

Sea World foi mágico, tudo muito bonito mesmo. Os meninos foram às montanhas russas e aos brinquedos, Peu encarou a “Manta” sozinho, almoçamos num restaurante fantástico, cuja parede era um gigantesco aquário com arraias, meros e tubarões. No bar, o balcão era feito de mini aquários. A comida muito legal e um detalhe que tem me chamado muito positivamente a atenção: fomos atendidos por uma senhora de uns setenta e tantos anos, muito simpática e ágil, como a maioria dos inúmeros idosos que trabalham nos parques e restaurantes por aqui.

Um belo exemplo de respeito à terceira idade que os EUA estão nos dando.

Saímos correndo em direção ao estacionamento, congelando mesmo, passando por caminhos, pontes e locais muito bonitos, já iluminados e decorados para o Natal. O sangue parecendo congelar nas veias e o desespero aumentando cada vez que alguém dizia:

“Oh, vamos tirar uma foto...”

Sob protestos as fotos sempre eram tiradas, fazer o que...

De Sea World, já atrasados, pegamos o carro em direção ao centro de Orlando, onde tínhamos que trocar os ingressos para o jogo da NBA entre Orlando Magics e Atlanta Hawks.

No carro mais uma frase de Dôra que já marcou a viagem. Lembrando de algumas pessoas aí do Brasil, ela começou a se preocupar com os presentes e encomendas que precisavam ser levados e soltou:

-“Tem que comprar!”

Yeah! Mais uma pra entrar pro nosso “Hall da fama”,

Estacionamos o carro à uma boa distância do local do jogo, exatamente 900 m, e partimos correndo, contra o tempo e o frio, em busca do estádio perdido.

Chegamos atrasados, mas conseguimos entrar no ginásio (fantástico) e no clima do jogo a tempo. De repente oito brazucas gritavam junto com uns milhares de americanos:

- Defense! Defense! Let’s go Magic!

É, os caras sabem produzir a zorra!

Após o jogo tomamos coragem e nos preparamos para a volta ao estacionamento. Nunca na história de Orlando 900 m sem barreiras foram vencidos com tanta vontade.

Enfim, no carro, encerramos a noite com uma deliciosa, mas confusa, passada pelo Arby´s.

Imagine aí, lá pelas 23h, o cidadão do “drive” tentar entender o pedido de 8 brasileiros, cada um com uma exigência. Sem salada, sem sal, com isso, sem aquilo... Enfim, Fernanda conseguiu traduzir com maestria e saímos de lá rumo ao Lake Eve, nosso hotel, com o “rango” garantido.
Na ida para o hotel, entre muitas risadas com perdon mrs helga, tem que parar, decidimos batizar nossa guia gps com este mimoso nome: Helga.
Bom, por falar nisso, estou ouvindo alguém gritar agora:

-“Tem que parar!”

Então, melhor obedecer. Até a próxima narrativa...

Beijos

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Diario de bordo terceiro dia

Para os que estão acompanhando, desculpem a demora para postar e a correria destes últimos posts, mas o tempo aqui está apertado...

Dia na Universal Studios, um Grande dia!
Temperatura muito agradável, disposição em dia, domingão prometendo.
Chegamos e encontramos o parque bem mais vazio do que o Magic Kingdom.
A maioria das pessoas deveria estar indo para lá ver o Mickey ou para Island Adventure ver o  Harry Porter.
Chegamos e fomos direto para o Shrek, um 4d muito legal. Depois tiramos fotos com o próprio, Sra e Burro.
Depois, acreditem, podem acreditar, Dôra, Fernanda, Peu, Lucas e Gabi resolveram encarar a Rock It, uma Montanha Russa digamos meio radical...
Eu, Let e Victor bem que achamos estranho a disposição e coragem de Dôra, mas o lance é aproveitar...
Na saída, caras de terror se misturavam a faces recheadas de satisfação...
Adivinhem de quem era a cara de terror?
Embora tenham vivido a experiência com relativa tranqüilidade, um enjôo recorrente deixou Dôra de fora do twister, um simulador fantástico de furacão e mais alguns brinquedos...
Até porque, logo depois da Rock It, ela encarou o simulador de Jimmy Neutron e ficou ainda mais embrulhada...
Enquanto Dôra se recuperava ao meu lado num agradável banquinho de praça, o pessoal foi curtir a “vingança da múmia”.
Ainda bem que ela topou ir no Desaster, outro simulador excelente, desta vez de terremoto.
Enfrentamos o Tubarão todos juntos, ganhamos um bichinho nas bolas de basquete, curtimos os “homens de preto”, os Simpsons, até fecharmos o dia com algumas comprinhas na loja da Universal. Agora pense no frio...Estava muito frio mesmo!!!
De lá fomos para o show do Blue Man, oferecido a todos nós por Victor. Sensacional!! Muito bom mesmo! Todos ficamos maravilhados. É muito bom!!!!Quem vier pra estas bandas não perca! È realmente genial. Batemos fotos com eles e Lucas ainda teve direito a ser melecado no rosto com a tinta azul dos caras...É, como diriam Gabi e Let, “muito feliz”!
De lá fechamos a noite no Hard Rock café, ao som dos Beatles e outros famosos roqueiros históricos.
Na saída, oito desesperados soteropolitanos corriam pela madrugada gelada em direção ao carro. Na verdade pareciam mais sete nordestinos e uma iraniana, já que Dôra resolveu adotar a “burka”, com seu modelito composto por um mix de roupas térmicas, suéteres, casacos, cachecol enrolado no rosto e capuz...
Lucas resolveu se esquentar mais ainda, correndo pelas esteiras na direção contrária, com seu gorro do Bahia e todo empacotado!
Eu e Victor, a partir deste dia, encarnamos o BlueMan, como vocês terao oportunidade de ver nas fotos da viagem.
O retorno ao calor do nosso lar americano foi um alívio para todos.
Não percam as próximas atrações: Nós no Sea World e no Amway Center, assistindo o orlando Magic numa partida da NBA.
Beijos

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Diário de Bordo 2 - O pequeno mundo de “Valdsnei”

Um parque ou um mundo à parte?

Magic Kingdom nos tira da realidade para nos mostrar que a fantasia de uma realidade fantástica é possível, sim, porque não?
O sonho de um homem, de repente, é a realidade de muitos...
Sim, “há um mundo melhor, todo feito pra você, é um mundo pequenino...”
E existe dentro de cada um de nós, em cada lugar do planeta...
Um mundo de paz, de busca pela felicidade, pela alegria, pela irmandade...
Entre personagens e castelos, animais e robôs, simuladores e brinquedos, dimensões e formas ganham vida e todo mundo parece caber numa casa na árvore ou na casinha do cachorro de um certo camundongo muito simpático...
No olhar deslumbrado de Let, Peu, Lucas e Gabi, o olhar enternecido de seus pais e tios...
Perfeição nos figurinos e cenários... Diversão entre piratas, fantasmas, seres interplanetários e heróis de nossas histórias mais antigas...
Tudo limpo, organizado, bonito de se ver e se viver...
Destaque para o 4D Filarmônica Disney, uma viagem fantástica, de irretocável sensibilidade, entre música, imagem e realidade virtual, capaz de simbolizar o sonho de Disney...
As caras de terror na Splash Montain também foi um show á parte...
O herói do dia foi Peu, que conseguiu suportar duas filas intermináveis (Casa mal Assombrada e Big Thunder Montain e seus brinquedos), controlando uma crescente e angustiante vontade de fazer xixi... Imagina o alívio dele quando finalmente encontrou um WC!
O dia passou rápido, entre surpresas e muita diversão, até nos vermos, os oito, acabados numa interminável fila para o brinquedo do Buzz Lightyear... Um beco sem saída que suportamos graças à benevolência de Victor, que pacientemente nos explicava, a cada um separadamente e para todos, quando perguntado, como era a próxima atração, o Carrossel do progresso...
Aliás, Victor, como é mesmo?
A parada elétrica, os fogos de artifício, o castelo iluminando a noite e aquecendo os corações de corpos quase congelados pelo vento também foram inesquecíveis...
Comida americana legítima acompanhada de um chocolate quente, mas quente mesmo, sabe quente? Não, pelando!!!!!!!
A Space Montain renovou os ânimos da galera. Já no final, mais relaxados, num brinquedo novo chamado Stitch, a escuridão e o suspense foram cortados por um grito terrível:
- “Pára Márcio”!
Dôra assustada pensou que era um Alien que pegava em seus cabelos e desabafou ao descobrir que era só um “gracejo” de seu marido...
Risos do grupo brazuka e nenhum americano entendeu nada...
A noite terminou com as clássicas fotos no banco da praça com Disney...
Deixamos Magic Kingdom felizes e encantados por entender, in loco, o belo significado do
pequeno mundo de Valdsnei, no qual há espaço para todos os sonhos, de todos os mundos!
Os 200 m livres sem barreiras em direção ao carro foi uma forma divertida de correr do frio da madrugada, vencida por Nanda e Lucas!
De noite, antes de dormir, eu e Victor ainda conseguimos brindar com uma taça de vinho nacional, excelente por sinal... Uva Californiana por U$ 2,99 a garrafa!
Depois foi só se atirar nos braços de Morfeu e sonhar com o próximo dia!


Nada como um dia após o outro, “vice”?




O ciclo da vida é mesmo fantástico.
Tão absurdamente fantástico que a nossa extraordinária capacidade de raciocínio, muitas vezes não encontra explicação capaz de traduzir “as voltas que o mundo dá”...
Vejamos o exemplo mais recente, que o futebol nos traz...
Depois de anos e anos de absoluto predomínio sobre seu adversário mais direto, na última década o Bahia se viu humilhado, ridicularizado, sacaneado mesmo pela torcida do Vitória, em função da falta de conquista e do rebaixamento para as séries B e C.
Dono de uma história vencedora, com um currículo invejável de conquistas, o tricolor teve que digerir comentários do tipo: “quem vive de passado é museu”, vindos da torcida rival.
E, com muito sofrimento, teve que suar muito pra voltar a ter, de novo, seu lugar ao sol...
Depois de uma infeliz seqüência de administrações infelizes e erros estratégicos, em 2010 o Bahia voltou à elite do futebol pentacampeão do mundo, para a alegria de uma nação apaixonada e sofrida...
Ironicamente, coincidência ou não, no mesmo ano o Vitória é rebaixado para a série B.
É, o mundo dá voltas...
Seria a hora da retribuição?
Seria esta a hora de devolver na mesma moeda e esfregar na cara de todos os rubro-negros que jogaram lama na história vencedora do Bahia, que “quem vive de passado é museu”?
Seria a hora de ignorar os últimos dez anos e aproveitar o momento para aquela zoação básica?
Sinceramente, como tricolor apaixonado, não vejo assim...
Acho desnecessário e até infantil de nossa parte devolver na mesma moeda...
O Bahia e sua história sempre foram grandes o suficiente para não entrar neste jogo...
Além disso, seria prematuro afirmar qualquer coisa em relação ao futuro próximo.
O Vitória pode se reerguer rapidamente e, já em 2001 estar de volta à Série A. O Bahia pode não se estruturar bem o suficiente para permanecer onde está...
Tudo é possível...
Não nos cabe bancar o Nostradamus e brincar de prever o futuro. Não nos cabe também relegar o passado. Seja ele mais distante, coberto de glórias e títulos, como a história do Bahia, seja ele mais recente, como a última década do rubro-negro.
Deveríamos, sim, aprender uns com os outros e com a vida para tirar destes fatos as lições e sinais que gratuitamente nos são oferecidos por ela...
Ao Bahia, perceber o quanto é efêmero e tênue o sucesso, quando se descuida dele...
Ao Vitória, trabalhar duro, sério e, principalmente, movido pela paixão, para tentar dar a volta por cima o quanto antes...
As posições se inverteram no tabuleiro, no momento...
Aos que vivem a imprudente mania de só viver do presente, é hora de pensar bastante no que será dito...
A conseqüência pode ser o desespero...
Como o que devem estar vivendo os mais fanáticos torcedores do Vitória que ignoraram um passado claramente favorável ao adversário na história de confrontos diretos e conquistas dos dois clubes, simplesmente pelo prazer de uma zoação momentânea e agora terão que pagar suas línguas e ouvir, mas ouvir muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito, neste momento de dor, que “quem vive de passado é museu”!
A estas duas fantásticas e apaixonadas torcidas, dois lembretes: respeito nunca é demais.
E, no futebol, como na vida, é sempre possível virar o jogo, muitas vezes no último minuto do segundo tempo...
Por isso futebol e vida são tão apaixonantes...
No presente, os tempos são difíceis para Bahia e Vitória...
Desejo muito trabalho e motivação aos dois.
Um para se manter agora na primeira divisão e de lá nunca mais sair...
O outro para voltar à série A o mais rápido possível.
Não será fácil...
Talvez a maior conquista de todas seja um se colocar no lugar do outro neste momento e aprender, para crescer...
Como tricolor apaixonado, curtindo muito este momento, sem deixar de estar atento aos sinais que a vida oferece, fica em mim apenas uma certeza: nada como um dia após o outro...

domingo, 5 de dezembro de 2010

Diário de bordo 01 USA

Chegamos.
Ou melhor: viajamos, chegamos e entramos.
Com alguns sustos, uma ou outra apreensão, depois de 36 horas no ar, estamos instalados e, muito bem instalados, em Orlando, Flórida.
Dora e Let encantadas com a organização e limpeza de tudo, querendo tirar foto até do assistente de policial da alfândega.
Mas vamos por partes. O Vôo SSA/SP foi longo, turbulento e, no final, uma rajada de vento lateral obrigou o piloto a mostrar sua perícia, estabilizando a aeronave. Let, com medo da viagem, meio enjoada e mole, deixava o clima meio tenso...
Chegando em São Paulo, fizemos uma horinha no aeroporto, jantamos e depois embarcamos. Festa no DuttyFree. Primeiras compras. Na hora do embarque foi a vez de Gaby ficar enjoada e quase chamar migué, fato que veio a se confirmar durante o vôo, graças a Deus sem nenhum desdobramento. Vôo longo, muuuito longo, diria interminável. Aqui e ali nossos companheiros de jornada, incomodados com uma inconveniente dor de barriga, desfilavam nos corredores em busca de uma latrina salvadora que os aliviasse do aperto. De resto, o vôo foi confortável e tranqüilo. Ponto para os americanos, todos simpáticos e, acreditem, falando português! Com aquele sotaque esquisito, mas se esforçando bastante. Mais uma etapa cumprida. Chegamos a Miami, com um belo sol pra nos receber. Mais uma vez Dora e Let maravilhadas com a vista da cidade toda horizontal e planejada. Pegamos o VLT do aeroporto para o setor de imigração.
Desta vez foi minha vez de ficar maravilhado. Entrar nos Estados Unidos tendo a frase "All we need s love" dos Beatles estampada em flores na parede foi, digamos, inesperadamente emocionante.
 De volta à realidade, momento tenso, entrevista de entrada com Mr. Peralta mas, para meu espanto, o diálogo travado em inglês do início se transforma num bate papo acolhedor em português no final.
Ufa! Estamos dentro. Passamos para outra etapa, a espera do vôo para Orlando. Pense no frio!
Dentro do Aeroporto oito brazucas congelavam esperando a hora de levantar vôo.
Mais um momento tenso: no embarque para Orlando, quando até os sapatos tinham que ser retirados e depois de todos passarem sem susto, o raio x detecta um objeto estranho em minha pasta do laptop. Sou chamado à parte para a averiguação, sem entender do que se tratava. Minutos de tensão! Seguidos de minutos de pavor ao descobrir que o tal objeto que criou o rebuliço era uma faquinha canivete comprada na bozolandia e que tenho o hábito de levar para o Encontro das Águas. Na minha revista pré-viagem naquela pasta, o canivete havia passado batido, escondido em alguma reentrância. Como explicar aquilo? Em segundos minha cabeça me levou para uma sala onde, cercado de agentes do FBI eu jurava inocência e tentava explicar para os senhores de preto o que é uma bozolandia. Voltei à realidade a tempo de ver eles descartarem o objeto sem maiores problemas e me devolvendo a pasta. Ufa... Passamos por mais esta.
Esperando o avião de Orlando, congelando minuto a minuto, resolvi tentar comprar alguma coisa quente para beber. Me preparei psicologicamente, ensaiei mentalmente meu inglês e larguei, polidamente:
- Do you have a hot cocoa?
Um sorriso largo, familiarmente latino, me respondeu:
- Yeah!
Para, logo em seguida, completar, dirigindo-se para a produção:
- Sai um Chocolatte Caliente!
A loja era de cubanos, vendendo produtos cubanos e eu ali, tentando me comunicar em inglês.
A viagem para Orlando foi ótima, bem tranqüila, rápida, sem enjôos, diarréias, etc, etc, etc...
No desembarque, ainda no finger, mais um pequeno incidente: Dôra sente falta do cachecol que estava usando. Voltamos e tivemos que esperar todos os passageiros saírem para encontrar o dito cujo.
Enfim, estamos aqui, devidamente instalados em plena Internacional Drive. O Hotel é ótimo, as pessoas maravilhosas e tudo parece conspirar para uma viagem maravilhosa!
Está nas mãos de Deus!
São quase 03 da madruga e eu vou ficando por aqui, prometendo um novo boletim assim que possível. Fui!
Abraços

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Pousa na minha viagem


Pousa na minha viagem
pra voar comigo
sobre as nuvens há sol
e no azul não há nenhum perigo

Solta suas asas
o amor não é miragem
o medo é o maior inimigo
é preciso encontrar coragem

Não há motivo pra dor
já existe luz
no céu da madrugada
Nosso incentivo é a cor
deixe cair o capuz,
ofereça um olhar, não diga nada...

Guarda a minha passagem
pra o sonho antigo
sobre o tempo há vida
e no azul eu estarei contigo...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Já é Dezembro


Já é dezembro
Estou de malas prontas
Vou atrás de algum sinal
Para seguir

De repente lembro
das histórias que o povo conta
nas velhas canções de Natal
que eu tanto ouvi

Já é dezembro
O que nos espera depois?
Um presente em forma de futuro
Ou uma noite de viagem a dois?

O fim de mais um ciclo
O início de uma era
Em trinta diferentes sóis
É dezembro
Mais uma vez é tempo de espera
Quem virá depois de nós?

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Esporte Redentor (Uma homenagem a dois grandes guerreiros da área: Carlos Amorim e Paulo Meyra)

 
Tinha que ser pelo esporte...
Se todo o resto falha, o esporte está aí para garantir superação e conquista.
Anos e anos de abandono, descrença, violência, falta de controle...
E a Cidade Maravilhosa foi perdendo seu encanto, se transformando, cedendo cada vez
mais espaço para o crime organizado, para o narcotráfico, para o terror...
Anos e anos de omissão política, falta de atitude, governos coniventes, policiais corruptos e uma população já descrente e submissa...
Caos total!
Entre arrastões, seqüestros, homicídios, queimas de arquivo, execuções e balas perdidas, os nomes das vítimas e mártires desta guerra se perderam entre números e dados oficiais...
Vez ou outra nomes como o de Tim lopes são lembrados como símbolos de uma guerra desigual...
E quando ninguém enxergava mais uma solução para o Rio, eis que, quase no fim do túnel, brilhou uma luz...
Uma não, várias...
Luzes coloridas, pintadas com as cores dos aros olímpicos...
Luzes fortes, com a intensidade da união dos holofotes de todos os estádios de um país com dimensão continental, que receberá, numa mesma década, a Copa do mundo de futebol e as olimpíadas, os dois maiores eventos esportivos do planeta...
Uma cidade que tem o Cristo acolhedor sobre o Corcovado não poderia hospedar o espírito olímpico, se não estivesse em paz...
Os valores que o esporte representa não encontrariam abrigo numa cidade em guerra consigo mesma... Por isso, sua libertação tinha que vir através do esporte...
Por ele surgiu a vontade política, por ele veio a atitude, por ele renovou-se a ordem e, finalmente, podemos celebrar algum progresso na realidade carioca...
Com inteligência, determinação, estratégia, orgulho no peito, coragem, vontade de vencer, polícia voltou a ser polícia, bandido voltou a ser bandido e, de repente, uma população amedrontada começou a acreditar...
Sim, é possível mudar!
É possível se superar!
É possível traçar e alcançar objetivos!
É possível vencer!
O morro do alemão pertence novamente ao Rio!
E o Rio começa a mostrar ao mundo, em nome do Brasil, que estará pronto, sim, para receber em paz
alemães, holandeses, franceses, ingleses, norte-americanos, mexicanos, asiáticos, muçulmanos, africanos, nossos “hermanos” sulamericanos, com os braços abertos e acolhedores do Cristo Redentor!
Redentor também é o esporte!
Uma incrível força transformadora capaz de realizações como esta...
No meio de tanta expectativa, tanta dúvida sobre o futuro, os cariocas pelo menos têm uma certeza: Independente dos vencedores da copa, dos recordistas das olimpíadas, o Rio de Janeiro já elegeu seus campeões. E, acreditem, pelo esporte, desta vez eles estão do lado da lei!
Sim, podemos dizer com todas as letras, sem medo de errar:
Esporte Espetacular!
Podemos dizer, novamente, sorrindo:
O Rio de Janeiro voltou a ser lindo!

Tempos



Tempo que uniu, separa
Tempo que ruiu, constrói
Tempo que travou, não para
Tempo que ficou, não dói

Tempo
que deu
tempo
para o tempo
que Deus
deu pra
gente estar...

Tempo
corre
tempo
todo exemplo
Deus deixou
pra nos
guiar...

Tempo que feriu, cura
Tempo que partiu, cola
Tempo que perdeu, procura
Tempo que rolou, bola...

Mira los diez dedos



Comece a dar uns passos
nas asas das lembranças
Depois me dê um abraço
e volte a ser criança...

Este tempo de espera
É entre safra de vida
Não precisa ser tão à vera
É só cuidar da ferida

Comece a lembrar uns passos
Daquela sua dança
Amigos são escassos
Mas trazem uma esperança...

Este tempo de dor
É mudança de estação
Um recado do amor
Faz pulsar o coração...

Comece a pensar nos passos
Que as pegadas virão
Depois rabisque uns traços
E aposte na ilusão...

Mira al dez dedos
Olha para teus pés...
Revele a eles segredos
do homem que ainda és!

domingo, 28 de novembro de 2010

A hora de dizer que é tempo de calar




Uma boca pra falar
a metade de tudo
que se tem pra ouvir

Dois ouvidos pra escutar
o dobro de tudo
que a língua parir

Na hora de dizer
que é tempo de calar
faz toda diferença
se você falar
Na hora de calar
pra não contradizer
omitir a sentença
é o melhor a fazer...

Quem escuta
aprende mais
é uma grande luta
manter a palavra
em paz...

Que loucura
é falar sem parar
não sei se tem cura
nem onde isso
vai dar...

Deitar em seu jardim


Correr contra o tempo
Controlar a fome
Lutar contra a língua
Preservar o nome

Dar férias aos pés
Dar asas à imaginação
Dar tempo ao tempo
Dar corda pra uma paixão

Todo dia traz
oportunidades de paz
é só deitar e ouvir o travesseiro
seu companheiro
de sonho e de luz
na madrugada

Acordar mais cedo
Celebrar o sim
Brindar o por do sol
Deitar em seu jardim

Brinquedo de tocar




Brinquedo de tocar
Pato de brincar
Música de adulto
Criança vai gostar

Segredo de sorrir
Trato de cantar
Balada de criança
Adulto vai gostar

E o instrumento
ganha a dimensão
de brinquedo
sem medo
paixão no movimento
de se apresentar

E o brinquedo
tem a importância
do instrumento
momento
canção que conta o segredo
que o artista quer falar